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| SUSANA
URIBARRI |
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| Susana
Uribarri nasceu em 25 de Mayo, interior da província de Buenos Aires,
Argentina, em 22 de Outubro de 1958. Desde muito cedo, esteve em contato
com o universo têxtil, pois sua mãe, Mabel era tecelã e tricoteira,
trabalhando desde a infância com ela, no tecido da lã. Sua paixão por
desenhar e pintar foram tendências que nasceram com ela. Morando na
estação do trem, pois seu pai Eduardo, era ferroviário, longe de centros
urbanos, o seu maior entretenimento era o desenho, feito nas grandes
folhas das antigas planilhas de serviço dos trens. |
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| Antes de saber escrever, já sabia
desenhar e contar incríveis histórias. Foi assim que aos cinco anos de
idade, fez seu primeiro livro, o "Livro de Magia",
uma narrativa pictórica. |
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Outra paixão demonstrada desde a infância
foi o gosto pela química, que praticava fazendo experimentos com os
componentes de um kit de laboratório, com o qual fazia águas coloridas
que guardava em potes "para olhar".
Daí, para tomar contato com corantes, foi
muito fácil, e aos treze anos de idade já fazia as primeiras experiências
com tinturas, Tie-dye,e Batik Africano. |
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| Estudou na Escola Normal de 25 de Mayo,
formando-se em 1976. Aos dezoito anos foi morar perto de Buenos Aires,
onde pretendia estudar Sociologia, ou Artes Plásticas, mas foi impossível,
já que em 1977, ambas universidades estavam fechadas por causa da
Ditadura Militar. Em 1978, casou com o publicitário Raúl Meliendrez e
foram morar no vale do Rio Negro na Patagônia Argentina. Local muito
isolado, com um longo e rigoroso inverno, onde começou as primeiras experiências
com o Batik Javanês. |
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| Em 1981, chegaram ao Brasil, para visitar
amigos e foram surpreendidos pela Guerra das Malvinas, motivo pelo qual,
tiveram que adiar seu regresso à Argentina. Logo em seguida, foram
surgindo propostas de trabalho, optando assim por ficar mais um tempo,
radicando-se definitivamente em São Paulo em 1983. Neste ano, estuda
Desenho Publicitário no SENAC, onde faz sua primeira exposição "Brasil,
entre o passado e a realidade", inspirado no livro de Paulo
Freyre, "Casa Grande e Senzala" e em desenhos urbanos feitos
na rua, que marcam seu forte vinculo com a cidade de São
Paulo |
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| Em 1984 e como resultado da exposição começa a lecionar no
então SENAC/Perdizes. Entre 1984 à 1989, os cursos ministrados no SENAC e SESC que dão
ponto de partida para o conceito de arte têxtil e estamparia artesanal,
são freqüentados por muitos artistas têxteis que se basearam em sua
pesquisa e desenvolvem hoje seus próprios trabalhos. |
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| Em 1985, inicia contato com o movimento Art-wear, (arte vestivel) procedente dos Estados Unidos, introduzido ao
Brasil pela Artista Baiana Liana Bloisi, que residira por muitos
anos em Nova York. |
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| A influência é tão profunda que muda sua concepção
de trabalho, passando a desenvolver peças em seda pura, em Batik Javanês,
desenhadas para o corpo. |
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| Em 1986 expõe "As faces da
terra" na
galeria "Paradox", de propriedade de Liana, individual
com kimonos, xales e lenços, e participa em
várias exposições coletivas pelas principais capitais do Brasil com o
grupo de artistas "wearables", um movimento que influenciaria
os conceitos de moda, questionando aspectos sociais de consumo,
antropológicos e comportamentais do ato de vestir. |
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| Em 1987, expõe "Lembranças
do Livro de Magia" no SESC/ Pompeia, um trabalho
multimídia que reúne artistas de várias linguagens, como fotografia,
ilustração, dança, performance, música e instalações, que resgata
o inconsciente feminino dos contos de fada da infância, em quadros
surrealistas e peças vestíveis de seda. |
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| Desde 1987 seu trabalho é veiculado em editoriais de moda, decoração
e comportamento da mídia impressa - editora Abril e Globo (Casa
Claudia, Bons Fluidos, Manequim, Meditação, Faça Fácil, Faça
e Venda) e da mídia eletrônica, participando
freqüentemente em programas femininos da TV Record, Bandeirantes Gazeta
e Rede Mulher (Note e Anote- Pra você- Sertão Mulher- Estilo e
Moda) |
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| Em 1991
abre seu próprio
atelier, onde mantém exposição de seus trabalhos plásticos,
resultado de permanentes pesquisas; oferece cursos e consultoria
técnica para empresas e permanece aberto a visitação de quem deseja conhecer um pouco mais
sobre arte têxtil. |
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| Desde 1992 mantém parceria junto ao setor
da indústria química, no desenvolvimento de uma linha de
produtos profissionais para pintar seda, com sua própria marca,
da qual é responsável pelo desenvolvimento das cores e de produtos e
acessórios para pintura têxtil. |
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| Em 1995 expõe "Espécies" no seu Atelier e no Teatro Espanhol de 25 de Mayo, Bs.As. Argentina, um
trabalho inspirado na estamparia Africana, que tem como tema central
espécies animais em vias de extinção. |
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| Da constante experiência prática pessoal e da pesquisa sobre as
correntes e métodos do Batik, assim como dos efeitos experimentais e
vivenciais destas técnicas milenares, vem surgindo uma peculiar forma de abordar
a didática, o ensino e o aprendizado, o que em suas aulas,
encontram um ar de tradição oral de transmissão de conhecimento
praticadas pelos povos do oriente, incorporando desde 1998 aspectos
filosóficos, da meditação budista. |
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